Estudo divulgado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (RITLA) apresentou números alarmantes da violência no Brasil. Segundo a pesquisa, o número de mortes de jovens entre 15 e 24 anos cresceu 31% de 1996 a 2006. Esses resultados podem ser conferidos detalhadamente no livro "Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008", de Julio Jacobo Waiselfisz, que faz parte do Pronasci, programa do Ministério da Justiça para combater a violência e a criminalidade. A publicação traz dados importantes não só para a discussão do tema na sociedade, mas também incentiva criação de políticas de contenção como o próprio Pronasci. Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco figuram entre os mais violentos do país para os jovens, mostrando uma concentração do problema nos grandes centros urbanos. São nesses locais que estão, coincidentemente, os maiores problemas de desigualdade social e exclusão. O livro é concluído com uma frase que pode nos ajudar a ter postura mais certeira no combate à violência: "(...) a consciência da situação não é o problema, mas sim parte necessária, mas não suficiente, da superação do problema. Além dessa consciência da situação, é imprescindível também a ação concreta de enfrentamento da violência letal por parte das autoridades e das diversas instâncias da sociedade civil." Entendamos por ações concretas específicas aos jovens: educação e saúde de qualidade, oportunidades de inserção no mercado, diminuição das desigualdades e todas aquelas coisas que a gente sabe, fala sempre e não se cansa de repetir. Porque cansar não ajuda em nada...
http://z001.ig.com.br/ig/13/33/1000289/blig/blogdopetta/2008_01.html
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
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